segunda-feira, 1 de junho de 2009

confiram

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IV VISOES URBANAS -

REFLEXÔES SOBRE O CORPO E O AMBIENTE URBANO.
Participar de um festival de dança em paisagens urbanas é um grande previlegio que nos faz refletir.

Antes de mais nada a velha pergunta: Qual o lugar da dança?? Que espaços reais e virtuais a dança ocupa/deve ocupar na tribulada burocracia a que os corpos se submetem nos tempos que correm?

E mais. Como gerar/gerir/criar significados nas pesquisas que a dança contemporânea vem realizando, especialmente no espaço aberto, democrático e (teoricamente) livre da rua?

Depois de tantos questionamentos e e tensionamentos causados pelos textos de Foucault no final do seculo passado, o que a dança pode em relação ao biopoder e ao disciplinamento corporal?
Ou até, a que mais serve a dança na rua ?

Na verdade os questionamentos levantados por Foucault, não se exauriram, até porque pouco se fez de lá pra cá em relação a isso. Continuamos a fazer-nos vítimas de nossa propria construção social simbólica.

O que nos espanta, é que os mesmos mecanismos de controle e disciplinamento possam ser aplicados aos procedimentos artísticos, inclusive à dança. De tal modo que se observa uma supremacia do estético sobre o espontâneo, tantos anos decorridos das experiências de Oiticica e seus Parangolés. Mais espantoso ainda: a supremacia do coreógrafo sobre a dança dos "seus subordinados".

O espaço para o corpo autônomo ou em busca de autonomia, com sua expressão imediata, não pode ainda ser aceito dentro dos cânones da dança oficial. O valor vigente é o de uma estética de empréstimo. Uma estética coreográfica que imita o objeto de desejo (europeu/americano/etc) sem questionar nem a sujeição, nem o proprio corpo - único lugar possivel de uma revolução (se é que ainda a desejamos)

Tudo isso se torna questionvel nas ruas das cidades terceiro-mundista, sobretudo porque o corpo cotidiano tem criado cada vez mais espaços de rebelião: nas greves, nos movimentos sociais, nas festas, no sexo, na brincadeira, e até na violência, no uso de drogas, etc.

Daí a importância do espaço urbano. Que razão teria a dança para abandonar a tranquilidade das salas de teatro, e invadir o espaço público? A transposição de espetáculos das salas para a rua pode ampliar a a possibilidade e a diversidade das platéias, mas existe nisso suficiente argumento?

E o corpo educado para a dança, o que ele tem exatamente a dizer ao espaço e público da rua? Reafirmar sua supremacia e destreza espetacular?. Apontar a incondição, a falência e a precariedade do corpo dito comum? como isso pode ser visto eticamente? Que ética da relação corporal nos interessa?

Ao levantar-se questões sobre o corpo-que-dança na rua minha intenção é procurar um avanço nas minhas pesquisas corporais, e especialmente na relação desta com o público e o espaço urbano, ja que o humano prescinde mais e mais das investigações que a dança tem gerado, tanto mais agora em que o corpo foi reconhecido como principal midia em todas as área do conhecimento. E sabemos, como bailarinos, que ele carrega em si toda a possibilidade entre a revolução e disciplinamento.

Só por poder gerar questionamentos em relação ao meu próprio trabalho e a tudo o que pude conferir, ja tenho que agadecer imensamente a todos os participantes, e especialmente à organização do festival.

Porisso muito confete para o Ederson, Andrea, Bárbara, Elder, Rodrigo, Diogo, Mirtes e a todo o pessoal da cia. artesãos do corpo, e aos nossos incansáveis motoristas.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

cia.ltda. participa noIV VISÕES URBANAS


Entre 19 e 23 de maio próximo a cia.ltda., grupo de performances corporais, participa do IV VISÕES URBANAS - Festival de Dança em Paisagens Urbanas, com o espetáculo ESTADO DE GRAÇA.O espetáculo solo foi produzido com o Premio Alagoas em Cena 2004 (quando ele ainda existia!), e inspira-se na obra Vidas Secas, de Graciliano Ramos. É uma reflexão a partir das submissões que o "coronelismo" (ainda forte no estado) impõe aos corpos. O abuso no uso dos bens naturais, especialmente o inexcrúpulo no uso da terra, é investigado no trabalho, enquanto conseguencias a nosso corpo e seus desdobramentos, e ainda enquanto modo material de submissãO IV VISÕES URBANAS, é uma iciciativa da Cia. Artesãosdocorpo, de São Paulo. O festival foi produzido com recursos do PROGRAMA DE AÇÃO CULTURAL - PROAC.2008, financiado pela Caixa Econômica Federal, e se propõe a um dialogo efetivo entre as expressões do corpo e a arquitetura.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

instantâneo integral


Ensaio no espaço cultural dia 29.04.09, pra mim a mary procura um teatro de si mesma, na ambiguidade do que é ser exposta

segunda-feira, 20 de abril de 2009

cia.ltda. recursos humanos - SESC

Apresentação em TEotônio Vilela - SESC

cia.ltda. recursos humanos

Apresentação em Teotônio Vilela-AL - o trabalho só se realiza com a participação efetiva do público, destruindo a hierarquia palco/plateia.

RH jorge jaragua

ensaio no jaragua

oi meu povo!!!

Bem vindos às pesquisas da cia.ltda.
Siga nossos links aí do lado esquerdo para conhecer um pouco mais dos trabalhos da nossa galera.