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sexta-feira, 12 de julho de 2013

Urucungo em Cenas Urbanas é notícia no site da FUNARTE

http://www.funarte.gov.br/danca/urucungo-em-cenas-urbanas-se-apresenta-em-alagoas/


‘Urucungo em Cenas Urbanas’ se apresenta em Alagoas

Contemplado com o Prêmio Funarte Petrobras de Dança Klauss Vianna 2012, projeto de dança traz elementos da capoeira


quinta-feira, 28 de março de 2013

Urucungo no Visões

Apresentação de Urucungo no Festival Visões Urbanas/foto: Jorge Schutze  
O grupo formado por Denis Angola, Ana Carla, e Jal, do projeto URUCUNGO nas CENAS URBANAS, participou neste último final de semana (24.03) do VIII VISÕES URBANAS - Festival Internacional de Dança em Paisagens Urbanas, de São Paulo (SP). O Festival procura agrupar a recente produção de dança para o espaço público, no mundo todo, apresentando em uma semana seus principais ícones, além de workshops e palestras envolvendo o tema,

Urucungo nas Cenas Urbanas, é um projeto coordenado por Denis Angola, e tem como premissa apoiar-se na capoeira e seus conceitos para a criação de espaços onde a dança e o ritual possibilitem ao corpo a expressividade e a manifestação pública. A palavra Urucungo, é um dos nomes ancestrais do Berimbau, que apesar de ter sofrido transformações fundamentais aqui no Brasil, veio da África com a leva de escravos para cá trazidos a partir da colonização.  

A capoeira já trata a dança de uma maneira diferenciada, desde a sua concepção: a forma democrática de participação, o modo circular do ritual, o relacionamento com o público, além da simples assistência, possibilitando a qualquer um a participação, a improvisação, etc., assim Urucungo procura trazer para a dança contemporânea, noções e conceitos fundamentais à arte de expressar o corpo, trazendo novos impasse à questão: como pode uma dança ser aberta publicamente, dispor-se ao "acaso", enquanto se firma como obra? Como lidar com a improvisação e ainda permanecer fiel a uma lógica, um conceito? entre outras questões, envolvendo inclusive a brasilidade e a dança contemporânea com lastro europeu, etc. 

A obra é sempre aberta a participação do público, mas num dado momento utilizando-se de um recurso da capoeira, os bailarinos fazem a CHAMADA, ou seja, convidam pessoalmente o público para a dança, e que como na capoeira podem ou não ser correspondidos.

A obra foi muito bem recebida no festival, e o público, emocionado, pôde comungar conosco.

à partir da esquerda: Jal,, Denis e Ana Carla
FOTO - Jorge Schutze


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Apreciação de Mirtes e Ederson dos videos do Jal

Ah- agora sim. Finalmente o Sem Tïtulo.
Bem: a sunga estraga tudun ( como diria a minha mãe).Sei que não pode ficar pelado na praia..que droga né? Mas o video é totalmente misterioso, mas a sunga quebra o barato.
A bolsa na qual ele está envolvido é ótima. Digo bolsa porque pra mim parece a bolsa que envolve os fetos. Acho que os tours pela pele são muitos - o que vc acha?
E quando ele coloca a mÃo pra fora da bolsa ele para de se agitar, de se mover. Isso é muito bom. Aumenta o mistério. Daí pra frente eu nÃo faria mais esse tour pela pele e passaria direto pro abandono da bolsa e o mistério redobra pois não sabemos se ele vai se levantar, vai fazer o quê, quem é esse ser. Foi o mar que desovou? Caiu de alguma nave?
eu e minhas naves…..
Reparei que ele tem uma orelha muito diferente: quase uma guelra. Vcs repararam?
mi..encafifando

Em 18/01/2013, às 12:48, jorge & cia.ltda. escreveu:
EDERSON ARTESAOS DO CORPO
14:52 (9 horas atrás)

para Mirtes, mim
O primeiro vídeo é muito interessante.
O corpaisagem, corpordosol. É bonito no começo ver a busca pela delicadeza e pelo lento em um corpo “endurecido” rígido, fixo ao chão. Ver a cidade acendendo as luzes ao fundo, o barco. É maravilhosa a dramaturgia do acaso... Chama atenção também a entrega do intérprete que se relaciona com o mar,sem cair na catarse babaca.
Ao fundo as ondas dão uma ideia de passar do tempo que provoca ao mesmo tempo tensão e calma.
Obrigado por compartilhar.
Abs.
Ederson

De: Mirtes Calheiros [mailto:mirtesc@hotmail.com]
Enviada em: Sunday, January 20, 2013 10:35 AM
Para: jorge & cia.ltda.
Cc: Ederson
Assunto: Re: videos cia.ltda.
EDERSON ARTESAOS DO CORPO
15:04 (8 horas atrás)

para Mirtes, mim
Também acho bem misterioso.
As pausas são realmente instigantes, pois o invisível ganha forma: vento, silêncio, respiração. Investir nessas pausas talvez seria um caminho legal... num sei...
Sobre a orelha: ele é ou foi lutador? Como disse do primeiro vídeo esse paradoxo, cria uma expressividade diferenciada.
Abs.
Ederson

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O CORPO E O MOVIMENTO EXPRESSIVO



Jorge L. Schutze


Jal Oliveira: foto JSchutze
Via de regra todo movimento (e não movimento) do corpo é expressivo, se considerarmos que o corpo mesmo ao fingir uma determinada emoção, na prática expressa exatamente o que lhe acontece, quer o desvendemos ou não. A relação entre expressividade, corporeidade e emoção desde Francoise Delsarte, no início do século XX, fomenta os estudos teóricos das artes cênicas. Quando se compreende o corpo imbricado de suas múltiplas dimensões: psicologia, cognição, emoção, sensibilidade, biologia, etc. pode se dizer que o corpo na verdade expressa a si mesmo, já que na pratica a unidade corpo expressa um agenciamento de todos os fenômenos que lhe acontecem num determinado instante. Mesmo que um desses fenômenos seja exatamente ocultar o que sente, o corpo somente pode expressar a ocultação desse fenômeno, mesmo que ninguém além de si mesmo o possa perceber. Ou seja, o corpo fornece ao ambiente, através de sua corporeidade, um mapa de toda a sua condição a cada instante, mesmo em condições de isolamento.
                Segundo o neurocientista António Damásio são essas especificidades corporais que momento a momento também fornecem ao cérebro um mapeamento das suas condições, e que por meio da homeostase articulam o reequilíbrio, caso necessário, de suas funções. Em outras palavras, o corpo expressa-se também para si mesmo, ou como ele mesmo afirma, principalmente para si mesmo, realizando assim o fenômeno da consciência, talvez o quesito mais importante para a manutenção e evolução da vida do ser.
Jal e Alexandre: Foto JSchutze
                Tradicionalmente, nas artes corporais, expressividade refere-se à capacidade corporal de ordenar-se com eloquência e clareza, no intuito de provocar no outro determinados sentidos e percepções no âmbito estético intelectual, e com isso promover uma maior empatia emocional entre o artista e o espectador. Foi a partir de tais premissas que o trabalho de Stanislavski foi formulado. Para isso o corpo deveria ser treinado tecnicamente a fim de cumprir os seus propósitos enquanto artista cênico. É esta a ideia contida, por exemplo, num dos seus parâmetros fundamentais da interpretação do ator: a memória emotiva.
                Com base nos recentes estudos em neurociências (Damásio), identidade e cultura (Stuart Hall) e sistemas (Mario Bunge), hoje tais conceitos podem ser questionados. Se como disse anteriormente o corpo é sempre expressivo do que lhe acontece a nível emocional, como se podem enriquecer os estudos sobre expressividade, a fim de dar-se conta das exigências que o próprio corpo possui de manter-se não simplesmente vivo, mas “em vivacidade”, que é o que se espera minimamente de uma apresentação cênica?
                Rudolf Laban, precursor das técnicas contemporâneas de dança, preocupado com a falta de vitalidade dos atores e bailarinos de sua época, desenvolveu suas pesquisas focando-se basicamente nos estudos da mecânica do movimento humano, com isso poderia libertar o movimento e a dança de qualquer dominação estética.
                Irmgard Bartenieff, discípula de Laban, vai apostar na observação do desenvolvimento ontogenético (do embrião) e filogenético (das espécies), como uma chave para o destrave da movimentação corporal, tornando assim o corpo mais expressivo. E a partir dai formula sua técnica. As suas ideias influenciaram grandemente os estudos corporais, e também as práticas terapêuticas que se seguiram, tendo como base a noção ainda não de todo abandonada de que o corpo com suas vivencias na cultura, deparando-se com suas frustrações desenvolveria “couraças” musculares (Wilhelm Reich), e que um processo técnico-terapêutico poderia devolver-lhe a liberdade expressiva. Desse conceito desenvolveram-se várias técnicas e terapias corporais (Bionergética, Consciência Corporal, Somaterapia, etc.).
                Segundo os estudos de Christine Greiner, pesquisadora do corpo em seus processos artísticos, a diferença fundamental entre o corpo artista e o corpo não artista é a consciência de sua expressividade durante a sua apresentação pública, um sentido de presença que nada mais é do que uma consciência amplificada de tudo o que acontece no momento da apresentação incluindo-se aí a própria condição do corpo artista e seus sentimentos.
                Se para António Damásio é o movimento que gera a consciência, o exercício das possibilidades corporais, quando legitimamente motivadas promoveria uma maior consciência e por sua vez uma maior expressividade corporal. Se observarmos o nosso próprio movimento podemos constatar que para se gerar o movimento há necessidade de um nível de consciência, que na prática se confunde com o próprio movimento. Nesse sentido para que o corpo se torne expressivo e preciso que se insista na consciência, que em todo caso é sempre aqui e agora, mesmo no caso das lembranças ou dos projetos futuros, já que estão sendo sempre vivenciados no presente.

oi meu povo!!!

Bem vindos às pesquisas da cia.ltda.
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